quinta-feira, 18 de julho de 2013

DESMUNDO, ALAIN FRESNOT


“DESMUNDO”, 2003, filme de Alain Fresnot é surpreendente pelo modo e pela forma que se apresenta ao espectador. Esteticamente comovente, é plasticamente belo e agressivo; envolvente e rude ao extremo. Trata-se de um recorte histórico de um Brasil de 1570, mostrado de uma maneira como nunca foi mostrado: ficcional e verossímil, beirando ao épico e com traços intimistas desmascarando a mentalidade brasileira do século XVI.  
   A fábula tem como fio de prumo a história de algumas órfãs, enviadas pela Rainha de Portugal, com o objetivo de desposarem os primeiros colonizadores. A partir desse núcleo, Alain Fresnot inseriu um realismo grandioso através da plasticidade das imagens e do fluxo da memória, respeitando a diversidade linguística quinhentista: o hebraico, o nagô e o tupi explorados com naturalidade.



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