quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CULTURA AMAZONENSE INVADE OS PALCOS DAS CIDADES DE SÃO PAULO-SP, CAMPINAS-SP, PIRACICABA-SP E EXTREMA-MG

A cultura amazonense produz sua própria cartografia como um autorretrato que se faz ao tecer a si mesmo, contribuindo para a qualificação da memória coletiva de seu povo e fortalecendo os seus diversos saberes e fazeres culturais. Tudo isso realizado de forma ativa e pulsante, potencializando um processo de desenvolvimento cultural, abrangendo um conjunto de transformações que permitem a ampliação da interculturalidade e do reconhecimento da diversidade, não só como um elemento presente entre nós, mas, como uma necessidade para uma cultura viva e saudável.

No dia 23 de julho, a Livraria Martins Fontes, situada na Avenida Paulista, 509, São Paulo-SP, recebeu a jornalista, escritora e poetisa, Regina Melo para o lançamento do seu romance “Oceano Primeiro – Mar de Leite, Rio da Criação”. Com este título, o romance coloca em foco a percepção de paraíso perdido, tendo como referencial o único Éden do planeta, a Amazônia. O objetivo é dar continuidade à trilogia dos elementos, a partir de “Ykamiabas – Filhas da Lua, Mulheres da Terra”, estimulando o grande público a refletir e ampliar o nível de conscientização, sobre a analogia entre o campo mítico universal e os mitos amazônicos; reforçar a importância da Amazônia e dos demais ecossistemas para a continuidade da vida no planeta; considerar o saber empírico étnico, por meio do reconhecimento e da valorização da diversidade sociocultural.
Ana Mattos, Lena de Sá, Valéria Pisauro, Regina Melo e Darci Figueredo

Além de garantir seus autógrafos, os presentes puderam conferir a contextualização dos fatos, que seduzem e trazem a São Paulo, os saberes do povo amazonense.

No dia 30 de julho, o palco do FENAC- Festival Nacional da Canção-2011, o maior festival de música do Brasil na etapa de Extrema-MG, recebeu os compositores, músicos e intérpretes amazonenses Célio Cruz, Célio Vulcão e Armando de Paula, que deram um show de brilhantismo, dedicação e profissionalismo em defesa à música popular brasileira.
Com uma vitoriosa história de 41 anos o Festival Nacional da Canção, apoiado pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura e pela Lei Rouanet, é hoje o principal espaço para revelação dos grandes talentos musicais da atualidade.
Célio Cruz e Célio Vulcão participaram com a música “Quem canta uma canção”, de Gonzaga Blantez e Célio Cruz, letra que traduz a concepção da criação poético-musical e de seu criador.

Célio Vulcão e Célio Cruz

Armando de Paula investiu na irreverência da canção “Tartaruga”, de Armando de Paula e Eliakin Rufino, que através de uma sátira social, uniu música e natureza e rejeitou a mercantilização da vida, a patente de seres vivos.


Armando de Paula e banda

O encerramento do FENAC-Extrema 2011 contou com a presença do cantor e compositor Oswaldo Montenegro.

Oswaldo Montenegro

No dia seguinte, os músicos amazonenses seguiram com seus compromissos: Armando de Paula, em Piracicaba-SP, participou do palco paralelo do Fórum das Artes; e Célio Cruz e Célio Vulcão se apresentaram no Shopping Unimarte-Campinas-SP, em parceria com o renomado músico campinense, Guilherme Lamas.


Célio Vulcão e Guilherme Lamas

Parabéns a todos os protagonistas da cultura amazonense que com grande maestria, contribuíram para o fomento do descortinamento cultural como elemento fulcral no debate de sua inclusão musical.

Valéria de Cássia Pisauro Lima

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