segunda-feira, 29 de agosto de 2011

CANÇÃO SINGULAR, VALÉRIA PISAURO


Minha canção tem
O desejo da lua,
Pesa a ausência,
Da palavra nua,
E as cores da opressão.
Singular olhar do corpo,
Perdida na multidão.
Sensação imaterial
Das teias da solidão.



Minha canção
Às vezes é alegre,
Logo triste,
Invade os lares, os bares
Os corações solitários
Ou em pares,
Feita prece ou profanação,
Guarda a palavra dita
Contida, sem permissão.



Minha canção é
Companhia,
Última estrela
Fiel, libertina,
Alimenta a esperança,
Saudade e lembrança.
Lágrima dividida
Das noites vazias,
Das madrugadas perdidas.



Minha canção
É encantamento,
Dor, luz, lamento,
Laço, embaraço
Corpo, alma, essência
Verdade, bagagem
É inteira, pedaços
Única, sem gênero, singular,
É para sentir e cantar.



Minha canção é
Eterna é passageira,
Está em todo lugar.
É para você, para mim,
Saí do coração.



Minha canção é
Eterna é passageira,
Para tocar aos corações.











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