quarta-feira, 20 de julho de 2011

OH! MINAS GERAIS!

Essa ladeira é minha
E nem precisei ladrilhar,
Tem o brilho ofuscado,
Sangue, luta de abismar.
As pedras do meu caminho,
Aprendi apreciar,
Se o tempo insiste,
A memória não deixa passar,
Faz do passado o presente
E deixa o futuro eternizar.

Minha serra abençoa,
O rio que não encontra o mar,
É maior que do Pessoa,
Pois corre em todo lugar.
Serpenteia a geografia,
Nem tem pressa de desaguar.
Os casarões da minha terra
Guardam muros destemidos,
Solidão de pedras,
Algemas, correntes e gemidos.

Minha terra fala trem bão
Tem Folias de Rei e toada.
Come-se tutu de feijão,
Doce de leite e goiabada.
As moças têm grossas canelas,
Flor no cabelo entrançada,
Namoradeiras nas janelas,
E esperam a volta do sinhô
Aroma de pequi e saia rodada,
Saudades do seu desamor.

Na minha terra tem poetas,
Políticos e menestréis,
Têm bandeiras sem fronteiras,
Cenário de vários pincéis.
Símbolo do triângulo,
Liberdade em sua história.
Vitória que tardia,
E certeza de sua glória.

Ninguém te esquece jamais:
Oh! Querida Minas Gerais!

Valéria Pisauro





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