quarta-feira, 8 de junho de 2011

SERMÃO DO MANDATO; SERMÃO DA EPIFANIA E SERMÃO DA PRIMEIRA DOMINGA DA QUARESMA, PADRE ANTÔNIO VIEIRA



“…sobre as palavras que tomei, tratarei quatro coisas, e uma só. Os remédios do amor e o amor sem remédio…”


No “Sermão do Mandato”, 1650, Vieira explicitou sobre o amor transcendente, infinito e incondicional que tudo perdoa, aceita e transforma.

Seu tema central é o amor divino, doação plena e incondicional, que nada cobra ou exige em troca e resume em quatro remédios.

PRIMEIRO REMÉDIO:

O TEMPO




“Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos.”


SEGUNDO REMÉDIO:



AUSÊNCIA

 
“Muitas enfermidades se curam só com a mudança do ar; o amor com a da terra. E o amor como a lua que, em havendo terra em meio, dai-o por eclipsado. E que terra há que não seja a terra do esquecimento, se vos passastes a outra terra? Se os mortos são tão esquecidos, havendo tão pouca terra entre eles e os vivos, que podem esperar, e que se pode esperar dos ausentes? Se quatro palmos de terra causam tais efeitos, tantas léguas que farão? Em os longes, passando de tiro de seta, não chegam lá as forças do amor. Os filósofos definiram a morte pela ausência: Mors est absentia animae a corpore. Despediram-se com grandes demonstrações de afeto os que muito se amavam, apartaram-se enfim, e, se tomardes logo o pulso ao mais enternecido, achareis que palpitam no coração as saudades, que rebentam nos olhos as lágrimas, e que saem da boca alguns suspiros, que são as últimas respirações do amor. Mas, se tomardes depois destes ofícios de corpo presente, que achareis? Os olhos enxutos, a boca muda, o coração sossegado: tudo esquecimento, tudo frieza. Fez a ausência seu ofício, como a morte: apartou, e depois de apartar, esfriou.”


TERCEIRO REMÉDIO:



INGRATIDÃO



“Assim como os remédios mais eficazes são ordinariamente os mais violentos, assim a ingratidão é o remédio mais sensitivo do amor, e juntamente o mais efetivo. A virtude que lhe dá tamanha eficácia, se eu bem o considero, é ter este remédio da sua parte a razão. Diminuir o amor o tempo, esfriar o amor a ausência, é sem-razão de que todos se queixam; mas que a ingratidão mude o amor e o converta em aborrecimento, a mesma razão o aprova, o persuade, e parece que o manda. Que sentença mais justa que privar do amor a um ingrato? O tempo é natureza, a ausência pode ser força, a ingratidão sempre é delito. Se ponderarmos os efeitos de cada um destes contrários, acharemos que a ingratidão é o mais forte. O tempo tira ao amor a novidade, a ausência tira-lhe a comunicação, a ingratidão tira-lhe o motivo. De sorte que o amigo, por ser antigo, ou por estar ausente, não perde o merecimento de ser amado; se o deixamos de amar não é culpa sua, é injustiça nossa; porém, se foi ingrato, não só ficou indigno do mais tíbio amor, mas merecedor de todo o ódio. Finalmente o tempo e a ausência combatem o amor pela memória, a ingratidão pelo entendimento e pela vontade. E ferido o amor no cérebro, e ferido no coração, como pode viver? O exemplo que temos para justificar esta razão ainda é maior que os passados.”

QUARTO REMÉDIO:



O MELHORAR DE OBJETO


“Dizem que um amor com outro se paga, e mais certo é que um amor com outro se apaga. Assim como dois contrários em grau intenso não podem estar juntos em um sujeito, assim no mesmo coração não podem caber dois amores, porque o amor que não é intenso não é amor. Ora, grande coisa deve de ser o amor, pois, sendo assim, que não bastam a encher um coração mil mundos, não cabem em um coração dois amores. Daqui vem que, se acaso se encontram e pleiteiam sobre o lugar, sempre fica a vitória pelo melhor objeto. É o amor entre os afetos como a luz entre as qualidades. Comumente se diz que o maior contrário da luz são as trevas, e não é assim. O maior contrário de uma luz é outra luz maior. As estrelas no meio das trevas luzem e resplandecem mais, mas em aparecendo o sol, que é luz maior, desaparecem as estrelas. Em aparecendo o maior e melhor objeto, logo se desamou o menor.”


 “SERMÃO DA EPIFANIA OU DO EVANGELHO”


Proferido na Capela Real, em Lisboa, no dia de Reis de 1662, em que se comemora á festa da igreja em homenagem aos Reis Magos, logo após a chegada do padre à capital do reino.

Nesse sermão Antônio Vieira apresenta-se como um verdadeiro discípulo de Cícero, manejando com muita habilidade os argumentos a favor das missões jesuíticas, invocando a memória de seu grande amigo, protetor das missões, e de si mesmo, o falecido rei D. João IV, que tanta falta lhe iria fazer, principalmente, após sua expulsão do Maranhão pelos colonos. Com a mudança de governo, Antônio Vieira acabaria por ser deportado para a cidade do Porto, de onde respondeu às acusações apresentadas pelos colonos de São Luís, cuja consequência foi á privação do poder temporal dos jesuítas, e a proibição de Vieira de retornar à sua província. Logo se seguiria o longo processo movido pela Inquisição pelo qual acabou condenado a quatro anos de cárcere.
Buffon, um século depois de Vieira, defenderia que o clima que influi nas raças determinando-lhes a cor da pele não representava nenhum risco para aquele cientista, ao contrário do perigo que representou para Vieira, um século antes, afirmar a mesma tese, contrária à tradição bíblica.
Diz Vieira, em outro trecho do “Sermão da Epifania”:

"A causa da cor é o sol. As nações, umas são mais brancas, outras mais pretas, porque umas estão mais vizinhas, outras mais remotas do sol".


SERMÃO DA PRIMEIRA DOMINGA DA QUARESMA OU DAS TENTAÇÕES



Pregado em São Luís do Maranhão, no primeiro Domingo da Quaresma, o sermão das “Tentações” foi o resultado de um acordo, entre o padre Antônio Vieira e o capitão-mor, na tentativa de encontrar uma saída para os protestos dos colonos, contra o recente Diploma Real que mandava libertar todos os índios cativos. Esperava o orador, com este sermão, apaziguar os ânimos, e, ao menos, aliviar a situação dos escravos, no entanto, sem inviabilizar a economia local, a falta de mão-de-obra.

Na realidade, o sermão teve efeito instantâneo sobre os ouvintes, pois, naqueles tempos, a simples ameaça com o fogo do Inferno sempre resultava; entretanto, passado o impacto das palavras do padre sobre o auditório, e perante as dificuldades advindas da falta de serviçais, logo o instinto de sobrevivência vencia o medo, a tornar os colonos de novo autoritários e ciosos de seus direitos.
Prevendo as objeções que os senhores fariam, antecipa seus argumentos:

“Quem nos há de ir buscar um pote d’água, ou um feixe de lenha?
Quem nos há de fazer duas covas de mandioca? Hão de ir nossas mulheres? Hão de ir nossos filhos?”


E, estabelecendo um diálogo fictício com a platéia, responde virilmente:


“Quando a necessidade e a consciência obrigam a tanto, digo que sim, e torno a dizer que sim; que vós, vossas mulheres, que vossos filhos, e que nós nos sustentássemos dos nossos braços; porque melhor é sustentar-se do suor próprio, que do sangue alheio. Ah! Fazendas do Maranhão, que se esses mantos e essas capas se torcerem, haviam de lançar sangue!”



CONSIDERAÇÕES FINAIS:


Contra a lógica e a autoridade Aristotélicas. Rejeitava Vieira o princípio de autoridade própria da escolástica, sancionada pela Igreja e reforçada pelo poder real, para, em substituição, valorizar a experiência como caminho da certeza. No seu “Primeiro Sermão da Terceira Dominga do Advento” que demonstra claramente sua postura filosófica moderna, realçando o valor da experiência contra o vazio da especulação filosófica aristotélica dedutiva.
Diz Vieira: "Nenhuma coisa houve mais assentada na Antiguidade, que ser inabitada a zona tórrida; e as razões com que os filósofos o provaram, eram ao parecer tão evidentes, que ninguém havia que o negasse."
As viagens dos descobrimentos provaram ser errada a lógica dos aristotélicos, porque existiam de fato terras habitadas nos trópicos. A verdade foi provada pela experiência de buscar e de ver:

"Descobriram, finalmente, os pilotos e marinheiros portugueses as costas da África e da América, e souberam mais e filosofaram melhor sobre um dia de vista que todos os sábios e filósofos do mundo em cinco mil anos de especulação".

A propósito de sua postura filosófica, e para não deixar em ninguém qualquer dúvida de que Vieira se alinha com o pensamento dos filósofos modernos, basta ver a carga de acusações que lhe faz a Inquisição portuguesa, entre elas a de fazer uso de livros proibidos trazidos do estrangeiro. Ora, os livros proibidos em Portugal são principalmente os livros dos filósofos empiristas ingleses e de seus aderentes e comentaristas franceses.
Inclusive em seus erros Vieira está emparelhado aos filósofos de seu tempo, pois é uma característica do início da idade moderna a crença em certas forças ocultas, nas quais esses filósofos acreditavam e para cuja explicação queriam encontrar um caminho filosófico próprio, diferente tanto da superstição quanto de sua qualificação religiosa como forças demoníacas. Assim foi com Giordano Bruno, Campanella, e outros, não faltando sinais de propensões esotéricas no próprio Bacon e em Locke. Vieira parece tocado pelas profecias de Bandarra e as utilizou para o fim de inflamar o nacionalismo dos portugueses, e terá que explicar essa atitude aos seus inquisidores, no seu martírio perante o Santo Ofício. Sua crença nos malefícios dos cometas é a mesma que têm os grandes filósofos e matemáticos da época moderna. A respeito escreveu o opúsculo: Voz de Deus ao Mundo, a Portugal e à Bahia: Juízo do cometa que nela foi visto em 27 de outubro de l695 e continua até hoje, 9 de novembro do mesmo ano.
Finalmente, a perseguição pela Inquisição é outro elemento identificador do filósofo moderno, pois o Santo Ofício está precisamente atento e contrário à filosofia moderna quanto a seus métodos, idéias e descobertas. O desassombro de Vieira em defender a ordem prática, a liberdade de culto, o repatriamento dos judeus portugueses, tudo representa uma inimaginável revolução e um rompimento com o pensamento medieval que vai acontecer de fato somente mais de um século depois, e ainda assim apenas parcialmente, no governo de Pombal. Até lá a idéia de padroado e o absolutismo monárquico, o ensino jesuítico e a Inquisição manterão ao largo a ciência e a liberdade de pensamento, em Portugal e no Brasil. E Vieira já dizia, no “Sermão da Sexta-feira da Quaresma”, de 1662, em plena Capela Real, numa velada crítica a São Tomás, o Doutor Angélico: "porque até entre os anjos pode haver variedade de opiniões, sem menoscabo de sua sabedoria, nem de sua santidade; e para que acabe de entender o mundo, que ainda que algumas opiniões sejam angélicas, nem por isso são menos angélicas as contrárias". Este Sermão é todo vazado em termos de aprovação da verdade, e contrário ao culto da autoridade, não importando quem fala, mas a verdade do que é dito. E no “Sermão de São Pedro”, de 1644, adverte: "Ora, desenganem-se os idólatras do tempo passado, que também no presente pode haver homens tão grandes como os que já foram, e ainda maiores".
Vieira é um dos primeiros a assinalar com entusiasmo o valor das invenções modernas. Em sua “História do Futuro” admira-se do poder que a pólvora trouxe para a arte da guerra, e a bússola para a arte de navegar, e louva a invenção da imprensa, pela qual "a doutrina (a religião) e a ciência particular dos homens insignes se faz comum a todos em tão distantes lugares...".
Está sem dúvida muito a par do que escreve seu contemporâneo Descartes, um autor proibido, e com ele concorda aderindo claramente à posição dualista revolucionária daquele filósofo, inteiramente contrária à concepção tomista de unidade substancial do homem ao afirmar, no “Sermão 27º. do Rosário", que o homem "é feito de duas peças, alma e corpo". Seu comentarista Ivan Lins também dá como inquestionável que Vieira tenha lido "Os Meteoros", de Descartes, o qual havia realizado experiências para reproduzir o arco-íris e descobrira que era apenas refração da luz e não milagre celeste em cada aparição nos céus. Vieira diz: "na Íris ou Arco celeste, todos os nossos olhos jurarão que estão vendo variedade de cores: e contudo ensina a verdadeira Filosofia que naquele Arco não há cores, senão luz e água".

PSICOLOGIA:

A quantos ilustres filósofos e psicólogos não se antecipa Vieira ao afirmar, como faria pouco depois Pascal, que a razão tem razões que não lhe são próprias, mas que partem do coração? É o que ele diz no “Sermão da Quinta Quarta-feira da Quaresma”, de 1669:

"E os erros dos homens não provêem apenas da ignorância, mas principalmente, da paixão. A paixão é a que erra, a paixão a que os engana, a paixão a que lhes perturba e troca as espécies para que vejam umas coisas por outras. Os olhos vêm pelo coração, e assim como quem vê por vidros de diversas cores, todas as coisas lhe parecem daquela cor, assim as vistas se tingem dos mesmos humores, de que estão, bem ou mal, afetos os corações".

Um século depois Pascal teria falado assim, não fosse sua irresistível fascinação, tipicamente francesa, por cunhar frases de efeito, donde seu dito: "O coração tem razões que a própria razão desconhece"..
Na psicologia de Vieira encontramos também uma teoria sobre os sonhos em que os dá como realização dos desejos do indivíduo, deixando para Freud apenas acrescentar sua teoria dos símbolos oníricos. É verdade que Vieira inicia com a teoria inventada por Aristóteles, em que este se vale de analogia tipicamente desprovida de base experimental. Mas Vieira corrige seu curso terminando por afirmar, nos “Sermões de São Francisco Xavier Dormindo”: "Os sonhos são uma pintura muda, em que a imaginação a portas fechadas, e às escuras, retrata a vida e a alma de cada um, com as cores das suas ações, dos seus propósitos e dos seus desejos."
E prossegue com grande riqueza de exemplos.

HISTÓRIA:

Em sua “História do Futuro” advoga Vieira uma ciência da história, para que os historiadores se afastem os erros que cometem por culpa da paixão.

"Quem quiser ver claramente a falsidade das histórias humanas, leia a mesma história por diferentes escritores, e verá como se encontram, se contradizem e se implicam no mesmo sucesso, sendo infalível que um só pode dizer a verdade e certo que nenhum a diz".

No Discurso apologético - Palavra do Pregador empenhada e defendida, Vieira define a história como "aquele espelho em que olhando para o passado, se antevêem os futuros".

O SISTEMA SOLAR:

Na ambiguidade do seu “Sermão da Primeira Dominga do Advento”, pregado em 1652 na Capela Real, podemos ver o Vieira dividido entre aquilo que estava obrigado a dizer e aquilo em que realmente acreditava a respeito do Universo. Primeiro, negando, ele diz: "Copérnico, insigne matemático do próximo século, inventou um novo sistema do mundo, em que demonstrou ou quis demonstrar (posto que erradamente), que não era o sol o que se movia e rodeava o mundo, senão que esta mesma terra em que vivemos, sem nós o sentirmos, é a que se move, e anda sempre à roda. De sorte que, quando a terra dá meia volta, então descobre o sol, e dizemos que nasce, e quando acaba de dar a outra meia volta, então lhe desaparece o sol, e dizemos que se põe." E continua, agora com fé: "E a maravilha deste novo invento, é que na suposição dele corre todo o governo do universo, e as proporções dos astros e medidas dos tempos, com a mesma pontualidade e certeza com que até agora se tinham observado e estabelecido na suposição contrária."
Neste campo Vieira também conhece a dúvida que surge na primeira metade da idade moderna com respeito ao que existe entre os objetos e a mente, ou o que existe no espaço entre os astros, dado que, se o vácuo existe, então seria forçoso admitir que todas as forças e impressões se dão por um poder de influência à distância, sem nada a permear entre os objetos e os sentidos. Esta questão, ainda hoje mal resolvida, tem uma alusão no “Sermão da Terceira Quarta-feira da Quaresma”, pregado na Capela Real em 1670, onde Vieira diz: "Admirável é a diligência e cuidado que a natureza põe em impedir o vácuo, e que em todo o universo não haja lugar vazio".

DISPUTATIO:

Ser um filósofo moderno não erradicou do vocabulário de Vieira os jargões da escolástica nem o tirou-lhe o gosto pelas disputas com que os professores jesuítas buscavam aguçar a inteligência dos jovens discípulos. No “Sermão do Rosário”, Vieira é o velho racionalista, e se propõe uma questão daquelas insolúveis, tão a propósito para os jogos dialéticos: "Perguntam os filósofos se Deus pode fazer tudo quanto pode? Uns negam, outros afirmam, e uns e outros se implicam. Porque depois de Deus fazer tudo o que pode, ou pode fazer mais alguma coisa ou não? Se não pode, deixou de ser Deus, porque não há Deus sem onipotência. E se pode, segue-se que aquilo que fez, não era tudo", não é perfeito.
Outra manifestação desse gosto pelas disputas é a citada participação sua no torneio filosófico havido nos salões do palácio da Rainha Cristina, em Roma. No desafio, o Padre Jesuíta Jerônimo Cataneo defendeu a posição de Demócrito com respeito à avaliação da vida, enquanto Vieira defendeu a posição de Heráclito. Demócrito ria sempre e Heráclito, chorava. Diz, mais ou menos, "Se no paraíso estava ociosa a potência do chorar, na miséria de hoje está ociosa a potência do rir".
Considerando a maldade do homem diz que ao certo o homem deveria chorar a respeito de sua própria maldade, mas então dá-se um paradoxo: Se não chora, mostra que não é racional: e se ri da sua própria maldade, é uma fera, mostra que também os irracionais, as feras, riem. (Sermões, Porto, 1909, vol. XV, p. 399)

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