sexta-feira, 4 de junho de 2010

MÁSCARA


Todo mundo tem um preço,
Mas, cala-se vestido em seu avesso.
Silenciam-se por medo, mistério e anseio,
Preso no indecifrável ego da rede,
Fiada no falso arbítrio das famílias,
Repletas de milícias, malícias e não carícias.
Vivendo de materialidades cifradas
Miseráveis e necessárias.
Sem dor, sem amor, sem nada!
A procura de um beijo qualquer,
De um Judas anônimo,
Pra depois em devaneio,
Sentir-se de corpo inteiro
Vomitando sabedorias de um mago,
Com um toque vago do acaso,
Mentindo para os preconceitos,
Felizes por poucos momentos,
Quais não deleitam nos leitos,
Adoráveis amantes sem jeitos
Famintos de afeto e receios
Buscando se esconder
No ventre de uma mulher!

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