sexta-feira, 4 de junho de 2010

DESPERTAR


As silenciosas palafitas espiam o rio
Misterioso, calmo e eterno.
Enquanto o solitário pescador
Baila transportando saudades,
Cantigas, cores e viagens
Na melodia de um cantador.

E na harmonia do pinho,
Como reza mansa,
A lua nua desfila,
Poesia, magia e despudor.
Flutuando como um menino passarinho
Nas asas de um beija-flor.

Voando esmo do seu ninho,
Traz esperanças e à eterna sina,
Em luz, palavras e calmaria,
Vagando entre flor e espinho
Nas pontas de um anzol.
E no horizonte o astro irradia,
Despertando uma manhã banhada de sol!

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